A Semana da Arte Moderna foi realizada em fevereiro do ano de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo.

    Foi movimento artístico que  propunhava uma renovação na visão social  do país.

    O Brasil estava dividido entre o lado rural e o urbano. Por iniciativa primeira de Graça Aranha, artista literário da época, juntamente com outros escritores, artistas plásticos e músicos, dentre os quais: Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Havia exposição de pinturas de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Vicente do Rego Monteiro e esculturas de Victor Brecheret , além das músicas de Villa- Lobos e Ernani Braga

    A Semana da Arte Moderna surgiu como marco cultural de um novo movimento literário: o Modernismo.

 

    Os objetivos da Semana eram de trazer, primeiramente, a homogeneidade dos movimentos artísticos, bem como o de: ter o direito à pesquisa estética, reagir em desfavor do “helenismo” de Coelho Neto e do “purismo” de Rui Barbosa, renovando o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual”



VaNgUaRdAs (avant-gard / "está à frente")


    A intelectualidade brasileira dos anos 10-20 viu-se em um momento de necessidade de abandono dos antigos ideais estéticos do século XIX ainda em moda no país.

    O principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida se dava no campo da literatura (e da poesia, em especial). Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.

    A jovem pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas vanguardas, e em 1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista brasileira, com influências do cubismo, expressionismo e futurismo. A exposição causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro Lobato, o que foi o estopim para que a Semana de Arte Moderna tivesse o sucesso que, com o tempo, ganhou.


Cubismo

    O Cubismo foi um movimento em princípio das artes plásticas, sobretudo da pintura, que, a partir da primeira década do século XX, rompe com a perspectiva adotada pela arte ocidental desde a Renascença .

    Ao pintar, os artistas achatam os objetos e com isso eliminam a ilusão de tridimensionalidade.

    Mostram, porém, vários ângulos da figura ao mesmo tempo. Eles retratam formas geométricas, como cones, cubos, esferas e cilindros, que fazem parte da estrutura de figuras humanas, instrumentos musicais, garrafas e todos os outros objetos que pintam. Por isso, o movimento ganha ironicamente o nome de Cubismo.

    No Brasil, o cubismo só repercute após a Semana de Arte Moderna de 1922. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. Não há, portanto, cubistas brasileiros, mas em quase todos os modernistas se vêem influências do movimento. É o caso de Tarsila do Amaral (1897-1973), Anita Malfatti (1896-1964) e Di Cavalcanti (1886-1976).



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Expressionismo

    O Expressionismo é o movimento artístico e literário que se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com a beleza tradicional e exibem um enfoque pessimista da vida, marcado pela angústia, pela dor, pela inadequação do artista diante da realidade e muitas vezes pela necessidade de denunciar problemas sociais.



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>  Futurismo

    No Brasil, o futurismo colabora para o desencadeamento do modernismo. E os  modernistas usam algumas das técnicas e discutem as idéias do futurismo, mas rejeitam o rótulo, identificado com o fascista Marinetti.

    Nas artes plásticas o movimento começa com o objetivo de criar obras com o mesmo ritmo e o mesmo espírito da sociedade industrial. Para refletir velocidade na pintura, os artistas recorrem à repetição dos traços das figuras. Para mostrar vários acontecimentos ao mesmo tempo, adaptam técnicas do cubismo.

    Na escultura, os futuristas fazem trabalhos experimentais com materiais perecíveis, como vidro e papel.



Dadaísmo


   
O movimento Dadá (Dada) ou Dadaísmo foi uma vanguarda  moderna iniciada em Zurique, em 1916, no chamado Cabaret Voltaire, por um grupo de escritores  e artistas plásticos, dois deles desertores do serviço militar alemão e que era liderado por Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp.

    Embora a palavra dada em francês signifique cavalo de brinquedo, sua utilização marca o non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na língua de um bebê). Para reforçar esta ideia foi criado o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, abrindo-se uma página de um dicionário e inserindo-se um estilete sobre ela. Isso foi feito para simbolizar o caráter anti-racional do movimento, claramente contrário à Primeira Guerra Mundial. Em poucos anos, o movimento alcançou, além de Zurique, as cidades de Barcelona, Berlim, Colônia, Hanôver, Nova York e Paris.

    A princípio, o movimento não envolveu uma estética específica, mas talvez as formas principais da expressão dadá tenham sido o poema aleatório e o ready made. Sua tendência extravagante e baseada no acaso serviu de base para o surgimento de inúmeros outros movimentos artísticos do século XX, entre eles o Surrealismo, a Arte Conceitual, a Pop Art e o Expressionismo Abstrato.


 


Surrealismo

    Dois anos depois do Dadaísmo surge o Surrealismo, filho legítimo do Dadá. O Surrealismo, que floresceu na Europa e nos Estados Unidos noas anos vinte e trinta, começou como um movimento literário promovido por André Breton e nascido da livre associação e da análise dos sonhos freudiana. Os poetas e, mais tarde, os pintores faziam experiências com o automatismo - uma maneira de criar sem o controle consciente - para despertar o imaginário inconsciente. O Surrealismo, que implica ir além do realismo, buscava deliberadamente o bizarro e o irracional para expressar verdades ocultas, inalcançáveis por meio da lógica.

    O movimento tomou duas formas: alguns, como Joan Miró e Max Ernst, praticavam a arte improvisada, distanciando-se o mais possível do controle consciente; outros, como Salvador Dali e Magritte, usavam técnicas realistas para apresentar cenas alucinatórias que desafiavam o senso comum.
Segundo Breton, há dois métodos propriamente surrealistas: o automatismo rítmico (pelo qual se pintava seguindo o impulso gráfico) e o automatismo simbólico (a fixação das imagens oníricas ou subconscientes de maneira natural). De acordo com isso, surgiram grupos diferentes de pintores: Miró, Hans Arp e André Masson, por exemplo, representaram o surrealismo orgânico ou automatista, enquanto Dalí, Magritte, Chagall e Marx Ernst, entre outros, desenvolveram o surrealismo simbólico.



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Informações da Semana de Arte Moderna

 







>  13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Theatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.

>  15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novais era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o poema intitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose

>  17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…

    Após essa Semana, houve mudanças claras nas produções literárias: um rompimento com o academicismo literário e com a gramática normativa e a incorporação na poesia e na prosa da liberdade na expressão de idéias e nas formas (versos livres), da pontuação subjetiva ou ausência da mesma, da linguagem vulgar, do coloquialismo.

    A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.

    Apesar desse todo acontecimento a,  Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século. Devido à falta de um ideário comum a todos os seus participantes, ela desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança.

    Ainda assim, nota-se até as últimas décadas do Século XX a influência da Semana de 1922, principalmente no Tropicalismo e na geração da Lira Paulistana nos anos 70 .

    Mesmo a Bossa Nova deve muito à turma modernista, pela sua lição peculiar de "antropofagia", traduzindo a influência da música popular norte-americana à linguagem brasileira do samba e do baião e hoje não conheceríamos a tão cantada Garota de Ipanema..

 





Bibliografia:
 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dada%C3%ADsmo

pt.wikipedia.org/wiki/Semana_de_Arte_Moderna 

www.pitoresco.com/brasil/textos/semana.htm 

www.suapesquisa.com/artesliteratura/semana22

www.puc-campinas.edu.br/.../Semanade22/oquefoi.htm





GRUPO 04:

Jessica

Patricya Emilly

Simoni

Teresa


Obs: acrescentei a informação sobre dadaísmo

By ThYkA
 

 
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